O assessor especial do ministro Dílson Funaro para a dívida externa, Paulo Nogueira Batista Júnior, acha que o governo deve endurecer as negociações com os credores e redefinir radicalmente as condições de pagamento. Segundo Nogueira Júnior, também chefe do Centro de Estudos Monetários e de Economia Internacional da Fundação Getúlio Vargas, só restam ao Brasil duas opções: encarar a transferência de recursos ao exterior como fato inelutável-- aceitando passivamente as severas limitações que isto representa ao crescimento econômico do país-- ou tomar a iniciativa de promover a imediata e substancial redução dessa transferência (JB).