O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transportes de Cargas Internacionais (ABTI), Ricardo Vega, disse que a alfândega argentina continua cobrando a taxa nacional de fiscalização, que varia entre US$200 e US$320 por caminhão que atravessa a fronteira. Segundo Vega, essa cobrança persiste, apesar de sua extinção ter sido negociada em acordo pelos governos brasileiro e argentino. O Brasil não cobra nada, mas, apesar dos esforços do governo brasileiro,
47246 esta taxa continua sendo cobrada, impedindo o estabelecimento da lei da
47246 concorrência efetiva, disse Vega, que foi recebido quarta-feira, em Brasília, por Paulo Soares, diretor do Departamento Nacional de Transportes Terrestres (o DNTT, recentemente criado). Em poucas semanas, vamos entregar ao diretor um documento com todas nossas
47246 reivindicações, disse Vega, que está encerrando o mandato na entidade e participa da escolha de seu sucessor. "Está difícil, porque o empresário quer ficar na empresa e não pode dar seu tempo à entidade", afirmou Vega, diretor da transportadora Fink. Segundo ele, par que os argentinos parem de cobrar a taxa nacional de fiscalização será necessário que o governo brasileiro cobre o cumprimento dessa cláusula do acordo bilateral, assinado dentro dos protocolos de criação do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL). Vega disse que o transporte rodoviário de carga internacional no Cone Sul apresenta mais agilidade em decorrência desses acordos, mas continua prejudicado pelo excesso de burocracia nas fronteiras. A ABTI vai reivindicar novamente a implementação de um documento único para consolidar informações de outros 15 documentos, como o conhecimento internacional, certificado de origem do produto e guia de importação. Além disso, a entidade vai sugerir que os argentinos organizem o trabalho em sua alfândega em turnos para evitar a cobrança de taxa de habilitação, que atinge até US$300, e se destina a liberar cargas após as 18:00 horas. Eles podem fazer turnos e atender os transportadores até às 22:00
47246 horas, afirmou Vega, interessado em promover a uniformização das alfândegas para evitar que o caminhão tenha que repetir procedimento em cada lado da fronteira (GM).