A OAB, a CNBB, a FENAJ e o Conselho Nacional de Economistas, entre outras entidades, decidiram acompanhar os trabalhos da CPI do Congresso Nacional sobre as acusações contra o empresário Paulo César Farias e os trabalhos da Polícia Federal, para garantir a eficácia das investigações. "A CPI foi feita para não pegar o presidente da República. É importante que se esclareça tudo, doa a quem doer. Sem excessos e sem prejulgamentos, tudo tem de ser apurado", disse o presidente da OAB, Marcelo Machado. Ele teme que a CPI se limite a investigar o empresário, evitando apurar o envolvimento de PC com o presidente Fernando Collor. Por indicação do ministro-chefe da Secretaria de Governo, Jorge Bornhausen, o deputado Benito Gama (PFL-BA), ligado ao governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães (PFL), será o presidente da CPI mista do Congresso. O relator deverá ser o senador Antônio Mariz (PMDB-PB), depois da recusa do senador Pedro Simon (PMDB-RS) (O Globo).