O reitor da Universidade do Amazonas, Marcos Barros, e o presidente da União dos Garimpeiros da Amazônia, José Altino Machado, defenderam ontem, durante o Simpósio Internacional de Estudos Ambientais em Florestas Tropicais (Forest 92), no Rio de Janeiro, uma política que beneficie as pessoas que vivem do garimpo. A concordância, no entanto, acabava aí: enquanto Marcos Barros acha que os garimpeiros devem ser assentados em terras produtivas para se dedicarem a atividades agrícolas, Machado diz que o garimpo precisa de fiscalização e profissionalização. Para Marcos Barros, a sobrevivência dos índios depende da retirada dos garimpeiros, pois os deslocamentos dos exploradores de minério levou à transformação genética de mosquitos transmissores da malária, contra o qual os indígenas não têm imunidade (O Globo).