O MERCOSUL fez com que as relações de transporte ferroviário entre Brasil e Argentina melhorassem, desencadeando a integração entre as diversas regionais da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e a Ferrovia Paulista (FEPASA). "Havia uma barreira entre as ferrovias no Brasil que foi sendo superada à medida que as empresas passaram a priorizar o cliente", disse o diretor de Transportes da FEPASA, Roberto Eduardo Di Pietro. Depois da assinatura do Protocolo 14 entre os ex-presidentes José Sarney e Raul Alfonsín, que trata da integração da América Latina por terra, várias medidas foram tomadas. Segundo Di Pietro, a Associação Latino Americana de Ferro Carriles (Alaf) encabeçou a redução dos problemas burocráticos entre os dois países-- financiada pelo Banco MUndial (BIRD), a Alaf e o Instituto Latino Americano de Desenvolvimento (Intal) fizeram uma pesquisa de mercado que identificou as mercadorias e os volumes que poderiam ser transportados e em condições os clientes de ter seus produtos levados de um país para o outro. Para viabilizar a conquista de novos mercados, a FEPASA e a Rede se valeram dos transitórios, empresas privadas que vendem o transporte de mercadorias, como por exemplo a Interfer, e desfrutam de maior mobilidade na fronteira. Aos poucos, os entraves que impediam a ação conjunta da Rede e da FEPASA parecem estar menores. Ainda existem problemas como falta de vagões e frequência. Encontrou-se Inclusive" um ponto de equilíbrio no acerto de contas para se resolver impasses na utilização de equipamentos e linhas. Foi criada uma fórmula, que considera distância e peso, para que a
47212 empresa que utiliza o material da outra seja ressarcida, disse Di Pietro (GM).