A Rio-92 sofreu ontem um sério golpe com o anúncio do comissário de Meio-Ambiente da Comunidade Européia, Carlo Ripa di Meana, de que não virá à conferência. Ripa di Meana classificou de vagas e fracas as convenções de clima e biodiversidade a serem assinadas na conferência: Sempre acreditei em uma política baseada em fatos, em compromissos
47193 estritos e obrigações precisas, não em palavras, disse Ripa di Meana. Decidi não assistir a uma conferência onde tudo-- ou quase tudo-- foi
47193 decidido de antemão, completou. A frustração de Meana, foi causada pelo fracasso em atingir um consenso entre os 12 países da CE para instituir um imposto sobre o petróleo. O comissário era o principal defensor da criação de taxas sobre combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão, com o objetivo de reduzir ou estabilizar o seu consumo. Se aprovada, a proposta de Meana teria criado um imposto de US$3 por barril de petróleo, que aumentaria US$1 por ano até o ano 2000. Os países desenvolvidos teriam também que aplicar 0,7% dos seus produtos internos brutos no desenvolvimento do Terceiro Mundo (JB).