GREEN PRESS PROPÕE CRIAÇÃO DE BANCO DE DADOS

A criação de um banco de dados e de uma agência internacional de notícias especializada em assuntos ambientais são as duas propostas que os mais de 200 jornalistas de 28 países reunidos no Green Press-- que terminou anteontem em Belo Horizonte (MG)-- encaminharão ao Fórum Global, numa tentativa de obter apoio financeiro para implantá-las. Os dois itens, além de uma proposta de código de ética para os jornalistas ambientais, estão na pauta da "Carta de Belo Horizonte", que será traduzida para vários idiomas e entregue a todos os chefes de Estado e governo presentes à Rio-92. A carta tem duas partes. A primeira, intitulada "Princípios éticos", trata da forma como os jornalistas e os meios de comunicação devem ser relacionar com os grandes temas ambientais. Na segunda parte, é apresentada uma série de recomendações, entre elas, a organização de uma vigília internacional para acompanhar os compromissos assumidos. A idéia da criação da agência e da rede de notícias ambientais já conta com apoio de entidades como o Greenpeace e a Amigos da Terra. Segundo o presidente da OIJ (Organização Internacional dos Jornalistas), Armando Rolemberg, as propostas tiveram boa receptividade junto às ONGs (Organizações Não-Governamentais). "Queremos aproveitar a infra-estrutura que essas entidades têm no mundo todo", disse. Com a organização de um banco de dados-- reportagens, relatórios globais e documentos das ONGs-- qualquer pessoa em qualquer parte do planeta poderá, através de um computador, ter acesso a essas informações. Segundo Rolemberg, operacionalmente, a idéia é viável. A transmissão de dados por
47146 computador é fácil e barata no mundo todo (O Globo).