MÚLTIS CORTAM INVESTIMENTOS NO PAÍS

As multinacionais estão cortando os zeros de seus programas de investimentos no Brasil. Só nos últimos dias, dois grandes conglomerados europeus-- Saint-Gobain, da França, e Volkswagen, da Alemanha-- anunciaram que os aportes de capital nas subsidiárias locais serão homeopáticos, se muito. Mais do que severa na avaliação do desempenho e das perspectivas da economia brasileira, a Volks avisou que não vai aplicar no país um único centavo dos 51 bilhões de marcos (cerca de US$31,5 bilhões) que pretende investir mundo afora até 1997. Já a Saint-Gobain-- controladora da Santa Marina e Brasilit, entre outras- - admitiu que, após desembolsar US$300 milhões desde 1989, pretende reduzir pela primeira vez na história os investimentos do Brasil. Sem a recuperação da economia, os aportes de capital serão cortados, diz Jean-Louis Beffa, presidente mundial do grupo, que pretendia investir US$100 milhões no Brasil neste ano. Saint-Gobain e Volkswagen não são casos isolados. Recentemente, uma pesquisa da empresa de auditoria e consultoria Arthur Andersen constatou que em uma amostra de 71 múltis, todas inscritas entre as 500 maiores empresas privadas do país, 53% estavam indecisas ou já haviam decidido investir menos (FSP).