Os ministros da Economia do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai determinaram que seja elaborado um projeto que contemple a aceitação recíproca das normas técnicas-- relativas a pesos, medidas, idiomas, etc- =- dos países do MERCOSUL (mercado Comum do Cone Sul) até que a harmonização dos regulamentos ocorra com base em critérios internacionais. A conclusão de que a harmonização de normas técnicas é um passo essencial para a constituição de um espaço econômico ampliado é um dos pontos da ata do encontro entre Marcílio Marques Moreira (Brasil), Domingo Cavallo (Argentina), Ignácio de Posadas (Uruguai) e Juan Diaz Perez (Paraguai). A ata foi aprovada pelos ministros anteontem em Buenos Aires. Os ministros também assinalam no documento que os países integrantes do MERCOSUL devem avançar na livre circulação de produtos energéticos. Isso significa, como admitiu o ministro Marcílio, um impulso à construção de um gasoduto entre a Argentina e o sul do Brasil. O Rio Grande do Sul, principalmente importaria gás natural da região Norte da Argentina. O MERCOSUL deve começar a funcionar na prática em 1o. de janeiro de 1995. A coodenação das políticas macroeconômicas dos quatro países é uma das principais metas. O ministro Marcílio Marques Moreira passou o dia de ontem em Buenos Aires. Pela manhã, tomou café com o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Guido Di Tella, e à tarde passearia pela cidade. Hoje o ministro volta ao Brasil. Ele deve almoçar em Florianópolis (SC) com o governador de Santa Catarina, Vilson Kleinubing (PFL) (FSP).