A intenção do governo federal, manifestada pelo ministro-chefe da Secretaria de Governo, Jorge Bornhausen, de enviar medidas provisórias ao Congresso Nacional foi duranmente criticada por parlamentares e lideranças. Não é com edição de MPs que se vai melhorar o relacionamento entre os
47115 dois poderes, observou o senador Mauro Benevides (PMDB-CE), presidente do Congresso. As críticas do governo à lentidão do processo legislativo, que justificaria a volta das MPs, foram classificadas por Benevides como improcedentes, injustas e descabidas. O vice-líder do PMDB na Câmara, Zaire Resende (MG), disse que seria "uma injustiça" a edição de MPs, porque o Legislativo está empenhado em votar os projetos considerados prioritários pelo Planalto. "A chantagem das MPs não resolve. Se o governo tentar impor medidas polêmicas, só vai acirrar as divergências, prejudicando uma solução para esses projetos", ponderou o líder do PT, deputado Eduardo Jorge (SP), atribuindo a mudança de orientação do governo à falta de disposição para o diálogo e à fragilidade de sua base (JB).