GOVERNO APROVA REIVINDICAÇÕES DAS CENTRAIS SINDICAIS

As três centrais sindicais-- CUT, CGT e Força Sindical-- entregaram ontem ao ministro do Trabalho, João Mellão, uma pauta comum de reivindicações que abrange desde o salário-mínimo até o MERCOSUL. Ao receber o documento, o ministro disse que as preocupações das centrais são as mesmas do governo. "O que me deixou satisfeito foi a constatação de que a preocupação dos trabalhadores com a formação de mão-de-obra e a criação de novos empregos está formulada dentro da concepção que estamos dando ao novo Ministério do Trabalho", explicou Mellão. Ao contrário do previsto, as centrais não foram representadas pelos seus presidentes, em protesto contra a ausência do ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, e do secretário de Governo, Jorge Bornhausen, convidados para o encontro. Segundo explicações dos dirigentes da CUT, esta tática foi adotada como um "puxão de orelha" no governo para que uma nova reunião seja marcada, desta vez com a presença dos dois ministros. Participaram do encontro o vice-presidente da CUT, Avelino Ganzer, o presidente da Força Sindical em São Paulo, Francisco Pereira Souza Filho, e Arnaldo Gonçalves, pela CGT. No documento, ainda provisório, apresentado pelas centrais estão detalhados oito pontos que os trabalhadores pretendem discutir com o governo. Os sindicalistas sugerem também a reestruturação do FGTS, para que haja recuperação de seu patrimônio e a regularização das dívidas dos estados e municípios. A criação de um fórum tripartite para estudar medidas que impeçam o crescimento da economia informal (sem carteira assinada) é outra sugestão dos trabalhadores, bem como o reforço dos impostos sobre riqueza, simplificação da estrutura tributária e criação de mecanismos que assegurem maior controle na arrecadação e aplicação dos recursos devidos à União. No documento, propõem ainda a criação de um fórum para discutir a isonomia no setor público e outro fórum tripartite para efetivar a regulamentação de vários capítulos da Constituição, principalmente os que criam conselhos estaduais e municipais de Previdência Social (O Dia) (O ESP).