A terceira reunião conjunta dos ministros da Economia e presidentes de bancos centrais dos países que integram o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), marcada para hoje na capital argentina, foi antecipada por algumas discussões que não entrarão na pauta mas, na certa, virão à tona. Uma delas diz respeito às recentes declarações do ministro da Economia da Argentina, Domingo Cavallo, durante viagem à Europa, de que o Brasil estaria impedindo o cumprimento dos prazos e objetivos do Tratado de Assunção. Cavallo nega isso, mas uma exposição sobre a economia de cada país-- incluindo negociações da dívida externa e acordos com o Fundo Monetário Internacional (FMI)-- fará parte dos debates, oferecendo oportunidades para que rusgas sejam aplacadas. Das discussões contam assuntos como o transporte aéreo comercial, tema que prevê a criação de uma comissão que se encarregará de instituir um tratado que estabeleça princípios para as áreas de carga e passageiros. A harmonização cambial também deve ser debatida. Os entraves ocasionados por um câmbio instável, com duas cotações como o utiliza o Brasil, preocupa os parceiros com suas economias praticamente dolarizadas. No setor industrial, a padronização de normas técnicas está madura. O fato de o Brasil-- por exigência do Código do Consumidor-- colocar nos alimentos as datas de fabricação e de validade dos produtos comercializados é um uso que os demais países deverão copiar (O ESP).