Os ministros da Economia, Marcílio Marques Moreira, do Trabalho, João Mellão, e o coordenador político do governo, Jorge Bornhausen, não se sensibilizaram com o pedido das centrais sindicais para uma união de forças. Eles incumbiram o segundo escalão de ouvir hoje as propostas emergenciais de combate à crise econômica, elaboradas em conjunto pela CUT, CGT e Força Sindical. A decisão frustrou ontem, em São Paulo, os presidentes da CGT, Francisco Canindé Pegado, e da Força Sindical, Luiz Antônio de Medeiros, que se preparavam para finalizar o documento que levariam a Brasília. O presidente da CUT, Jair Meneghelli, nem chegou a participar da reunião das centrais sindicais. A partir dessa desatenção, as centrais resolveram adiar a conclusão do documento e insistir numa conversa "transparente" com os ministros, disse Pegado (JC).