EMPRESÁRIOS DO MERCOSUL QUEREM ISENÇÃO DE TARIFA

Representantes da indústria têxtil do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai deverão encaminhar aos seus respectivos governos uma série de propostas, entre elas a de que seja permitida a importação, isenta de alíquotas, de insumos de países não integrantes do MERCOSUL, objetivando tornar o setor de cada um mais competitivo para exportar. Esse pleito faz parte de uma série de itens que empresários brasileiros, argentinos, paraguaios e uruguaios estiveram discutindo durante três dias, de 18 a 20 de maio, em São Paulo, objetivando um acordo setorial da indústria têxtil para o MERCOSUL. Os outros pontos abrangem desde a estruturação de uma comissão permanente entre os representantes de cada setor (malharia, confecção, fibras etc) para acompanhar o processo de integração e alertar sobre prossíveis distorções que possam ocorrer, até a eliminação de mecanismos de incentivos às exportações entre os países-membros do MERCOSUL. Outra proposta acertada durante o encontro é de que sejam fixados critérios para o comércio entre os quatro países de forma a evitar práticas de dumping. O presidente do Punto Industrial Uruguayo (sindicato que representa o setor de malharia), Miguel Korytnicky, adianta que os pontos acertados nesta reunião (outras duas já foram realizadas) ainda não são definitivos, devendo ser mais aprofundadas daqui a 45 dias, na cidade de Assunção, no Paraguai, quando eles voltam a se encontrar. De acordo com o diretor executivo da Câmara da Indústria de Fibras Manufaturadas (argentina), Rodolfo Beccarini, apesar de as negociações terem avançado, "agora elas se desenvolvem em um ritmo mais lento". Ele destaca que sugerir aos governos a criação de mecanismos anti-dumping eficientes é positivo, mas "as políticas econômicas de cada um dos países nos limitam bastante". Questões como as atuais cotas de exportação serão discutidas na próxima reunião, em Assunção (GM).