O ministro Marcílio Marques Moreira chega hoje à noite a Buenos Aires para se reunir com seus colegas Domingo Cavallo, da Argentina, Orlando Machuca Vargas, do Paraguai, e Ignácio de Posadas, do Uruguai, no terceiro encontro dos titulares de Economia e presidentes dos Bancos Centrais dos países do MERCOSUL, desde a assinatura do Tratado de Assunção, a 26 de março de 1991. O objetivo desses diálogos, renovados, por enquanto, a cada seis meses, é promover a harmonização das políticas macroeconômicas, com prioridade para os itens taxa de câmbio, tarifas de serviços públicos, tributação e créditos à produção, com vistas a 1995, quando os integrantes do MERCOSUL deverão conformar, no mínimo, uma união aduaneira, com zero de tarifa entre si e uma tarifa externa comum para outros países. O MERCOSUL será tema, nesta semana, de outras três reuniões, quase coincidentes com as dos funcionários da área de Economia: uma, em Buenos Aires, dos representantes das Bolsas de Valores de Buenos Aires e São Paulo, e do mercado futuro de São Paulo, com o objetivo de facilitar os mecanismos de investimentos em ambos os países; outra, na cidade de Córdoba, de deputados e senadores brasileiros, argentinos, uruguaios e paraguaios que integram o parlamento do Mercado Comum do Sul; e, simultaneamente, em Foz do Iguaçu, os ministros da Justiça dos quatro países discutem a harmonização das legislações. As decisões que orientam o desenvolvimento do MERCOSUL se originam na reunião dos ministros de Economia, cuja agenda começa sempre com uma exposição de cada um sobre a situação interna e externa de seu país (JB).