A balança comercial brasileira apresentou superávit de US$1,17 bilhão em abril, o menor saldo nesse mês em cinco anos. O país exportou US$2,705 bilhões e importou US$1,535 bilhão. Em comparação ao superávit de US$1,446 bilhão de março, a queda foi de 17,89%. Em relação a abril de 1991, o resultado caiu 16,73%. A diretora do Departamento de Comércio Exterior (DECEX), Heloisa Camargos, atribuiu ontem a queda ao fato de abril ter tido apenas 19 dias úteis. Março teve 21 dias úteis e abril do ano passado, 22. Para a diretora do DECEX, o resultado da balança comercial em abril pode ser considerado bom. Heloisa fez a mesma avaliação para o saldo de US$4,447 bilhões acumulado nos quatro primeiros meses do ano, embora o resultado represente queda de 8,98% em relação ao superávit de US$4,886 bilhões do mesmo período de 1991. Heloisa acredita que o desempenho das exportações demonstra que as medidas do pacote de estímulo ao comércio exterior, baixado em fevereiro, estão dando resultados e que a taxa de câmbio está ajustada. No primeiro quadrimestre, as exportações ficaram em US$10,625 bilhões, o que representa queda de 1,94% em comparação ao mesmo período de 1991. As importações cresceram 3,85% em relação a 1991 e chegaram a US$6,178 bilhões. Em abril, a relação de produtos básicos foi liderda por minério de ferro, soja triturada e farelo de soja. Na área de manufaturados, os melhores resultados foram obtidos por ferro e aço, suco de laranja e automóveis. A diretora do DECEX destacou o crescimento das exportações para a Argentina. No primeiro quadrimestre, o país exportou US$802 milhões para aquele país, perdendo apenas para os EUA, que venderam US$2,2 bilhões aos argentinos. Heloisa previu que o intercâmbio com a Argentina ainda crescerá com a consolidação do MERCOSUL (JC).