Depois de dois anos consecutivos de prejuízos, a Bayer S/A, subsidiária brasileira da Bayer AG, de Leverkusen, Alemanha, conseguiu um lucro líquido de US$6 milhões em 1991. A empresa investiu, no ano passado, US$18 milhões (US$38,2 milhões em 1990). O atual endividamento da Bayer é de US$18 milhões, dos quais US$15 milhões contraídos no exterior. Os investimentos previstos para 1992 deverão atingir US$25 milhões. O faturamento da companhia, que ficou na casa dos US$400 milhões em 1991, está projetado para 1992 em US$450 milhões. "Mas não sei se vamos mesmo alcançar isso, porque, nos primeiros quatro meses do ano, tivemos prejuízo novamente, com uma pequena melhora e resultado ligeiramente positivo em abril", comentou o presidente da empresa Rolf Lochner. As exportações da empresa, notadamente para o MERCOSUL, cresceram, em 1991, para US$32 milhões (foram de US$15 milhões em 1990). "O MERCOSUL sozinho representou US$10 milhões desses embarques e a região da ALADI totalizou cerca de 20 milhões. A tendência vista por nós, que somos o terceiro maior parque industrial da Bayer-- fora da Europa-- é de ampliação das vendas para esta região", comentou Lochner. Para ele, a maior responsável hoje pelo desempenho ruim do setor químico em geral no Brasil é a recessão e não a abertura econômica do país. "Eu sempre defendi a abertura", disse (O ESP) (GM).