O Brasil é o segundo maior fornecedor de bens e serviços de projetos financiados pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), depois dos EUA. As empresas brasileiras ficaram com uma fatia de US$2,6 bilhões, equivalente a 10,5% dos US$24,7 bilhões desembolsados pelo BID desde 1961 para financiar a compra de bens e serviços (os EUA, com 23%). Mas o BID acredita que o Brasil pode aumentar sua participação e, por isso, fez um seminário, ontem, em São Paulo, para cerca de 50 empresários, explicando seus procedimentos e normas de licitações. Temos um parque industrial grande que reúne condições de participar mais
47009 de licitações do banco. Mas as empresas brasileiras precisam ser mais
47009 agressivas, disse Dimas da Costa, assessor do diretor do Brasil no BID, Pedro Malan. Ralph Lima Terra, diretor regional da Associação Brasileira para o Desenvolvimento das Indústrias de Base (ABDIB), acredita que o desconhecimento do banco e das regras de licitação explicam a participação ainda tímida das empresas brasileiras nos projetos internacionais do BID. Para ele, esse pode ser um segmento de mercado bastante interessante, uma vez que o BID dispõe de US$22,5 bilhões para emprestar entre 1991 e 1993 e o mercado interno está retraído por causa da recessão. "A demanda interna de bens de capitai caiu de US$9 bilhões para US$3 bilhões, desde 1980", lembrou. O BID aprovou empréstimos, no ano passado, no valor de US$5,4 bilhões dos quais aproximadamente US$800 milhões para o Brasil; e desembolsou US$3,1 bilhões (cerca de US$300 milhões ao Brasil). Dimas estimas que US$1 bilhão será aprovado para projetos brasileiros neste ano (GM).