Representantes da indústria têxtil do Brasil, Uruguai, Paraguai e da Argentina, no âmbito do MERCOSUL, estiveram reunidos nos últimos três dias, incluindo hoje, em São Paulo, para acelerar os pontos do acordo setorial, antes regidos apenas pelo governo, e formalizar três documentos, relativos aos subsetores de fibras sintéticas e artificiais; fiação e tecelagem; e confecção. Nestes documentos estaremos tentando formular uma política de operação
47006 para o período que nos separa de primeiro de janeiro de 1995, quando se
47006 levantam todas as barreiras entre os países do MERCOSUL, afirma Edmundo Triolo, coordenador da área internacional da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT), e do Sinditêxtil. Entre outros, sentaram-se à mesa de negociação, representando o Brasil no segmento de fiação e tecelagem, o próprio Triolo e Rafael Golombek, do grupo Vicunha. Os principais pontos das conversações, segundo Triolo, que não quis entrar em detalhes, foram os critérios de origem dos produtos, as salvaguardas, "que evitam distorções nas características dos mercados", e as listas de exceção. Essas listas especificam os produtos sobre os quais serão mantidas taxas alfandegárias até no máximo 31 de dezembro de 1994, com redução gradual de 20% ao ano (desde 1990). No caso do Brasil, por exemplo, a lista de exceção para importações da Argentina é constituída por quatro itens de lã, afirma Triolo. Atualmente, as taxas são de cerca de 40% para confecções e 30% para
47006 tecidos. É uma forma de dar tempo às indústrias nacionais para que se
47006 tornem competitivas A reunião setorial do MERCOSUL encerrada hoje é a terceira. As duas anteriores aconteceram em agosto de 1991 e em março último. Segundo Triolo, dentro de aproximadamente um mês deve estar pronto um documento único do setor (GM).