NOVOS RECURSOS PODERÃO VALER NA PRIVATIZAÇÃO

O governo brasileiro acertou com o comitê assessor de bancos credores que os novos recursos, ingressados no país em razão da adesão do "new money bond"-- bônus de dinheiro novo--, dentro do processo de renegociação da dívida externa, poderão ser convertidos pelo valor ao par (valor de face) em investimentos de risco no país, no programa de privatização. Os bônus de dinheiro novo, também ficou acertado, vão implicar comprometimento da parte dos bancos credores em aplicar no país novos recursos na base de 18,18% do total do valor da dívida velha afetada transformada em "new money bond". Essa taxa, inicialmente, estava prevista em 25% e caiu ao longo das negociações para 20%, até chegar ao nível de 18,18%. Para esta fatia de novos empréstimos, o prazo de pagamento, por parte do país, seria de 15 anos, incluindo sete de carência, enquanto as condições para o "new money bond" propriamente envolvem 18 anos de prazo, com 10 de carência. A remuneração acompanhará a "Libor" (taxa praticada no interbancário de Londres) mais uma taxa de risco de 0,875% (GM).