A área técnica do Ministério das Minas e Energia não quer que a BR Distribuidora seja privatizada, como cobrou o secretário de Governo, Jorge Bornhausen. A proposta também não foi vem recebida pela direção da PETROBRÁS, que atribuiu a cobrança de Bornhausen ao coordenador do Programa Nacional de Desestatização (PND), Eduardo Modiano, à "falta de conhecimento do setor petrolífero". Os argumentos contrários à privatização se baseiam no fato de que todas as grandes empresas petrolíferas têm forte atuação na distribuição de combustíveis. O porta-voz da Presidência da República, Pedro Luiz Rodrigues, disse ontem que são "absolutamente inverídicas" as informações de que Eduardo Modiano poderá ser afastado da presidência do BNDES e do PND. "Eduardo Modiano é da absoluta confiança do presidente da República e tem o seu respaldo", disse Rodrigues. "Ele continuará à frente do BNDES e do programa de desestatização, onde tem realizado um trabalho com extrema eficiência", afirmou (O ESP).