O Ministério da Justiça está investigando, através de processo aberto pelo Departamento Nacional de Proteção e Direito Econômico (DNPDE), a suspeita de formação de um grupo empresarial camuflado em Minas Gerais, com sócios italianos e ramificações na Europa, sob o patrocínio da Fiat Automóveis S/A. Para isso, a montadora estaria cometendo abuso de poder econômico, com o objetivo de retirar do mercado empresas concorrentes do suposto grupo. A denúncia foi feita pela transportadora de veículos Transauto, cujo contrato com a Fiat foi rompido unilateralmente depois de 16 anos de serviços prestados. Ela acusa a montadora de retirá-la do mercado no Estado de Minas Gerais, para beneficiar as empresas Sada Transportes e Armazenagens Ltda., do deputado Vittorio Medioli (PSDB-MG)-- italiano naturalizado-- e Bezansoni Ferraresi Transportes Ltda., de Franco Ferraresi e Roberto Bezansoni, ambos italianos. A Fiat, por sua vez, encara a questão da rescisão como uma rotina administrativa da empresa. Ela diz que, como parte da política de redução de custos, buscou racionalizar seu elenco de fornecedores e, na área de transportes, reduziu de quatro para duas as empresas que prestavam serviços (JB).