MARINHA DESENVOLVE UM SUBMARINO ATÔMICO

Segundo as informações, as Forças Armadas estão desenvolvendo um programa de pesquisas nucleares paralelo ao do acordo firmado pelo Brasil com a Alemanha, em 1975. A Marinha espera poder testar, em 1984, o protótipo de um pequeno reator nuclear, chamado de "reator crítico", que servirá de modelo para um "reator compacto"-- a unidade propulsora do primeiro submarino atômico brasileiro, cuja construção está prevista para a segunda metade dos anos 90. Parte da aparelhagem que servirá à construção e operação desse reator experimental está sendo projetada no Instituto de Energia Nuclear (IEN)-- vinculado à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e instalado no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Rio de Janeiro. O IEN colabora na chamada "área de instrumentação" do projeto. O casco do submarino nuclear do Brasil está sendo estudado na Marinha e na NUCLEP-- uma subsidiária da NUCLEBRÁS encarregada do projeto e fabricação de componentes pesados dos reatores nucleares brasileiros. Ainda segundo estas informações, a Aeronáutica também estuda a construção de um reator, mas de tipo mais sofisticado, conhecido como fast breeder (ou "reator regenerador") que se mantém em funcionamento, mesmo depois de ter consumido seu combustível inicial. Os projetos da Aeronáutica estão sendo desenvolvidos no Instituto de Estudos Avançados (IEAV) do Centro Técnico Aeroespacial (CTA) de São José dos Campos (SP). Tanto a Marinha como a Aeronáutica pesquisam, também o enriquecimento do
4695 urânio, isto é, o aumento da porcentagem de urânio 235 (número de
4695 prótons e nêutrons no núcleo atômico) no urânio natural (que é o
4695 isótopo com 238 prótons e nêutrons), visando a produção de plutônio--
4695 elemento indispensável à fissão nuclear. As duas Forças têm se
4695 concentrado no processo de enriquecimento pelo emprego de raios laser, que
4695 provocam excitações"" e modificam a estrura original do urânio natural"" (FSP).