O vice-presidente da construtora Norberto Odebrecht, Renato Baiardi, disse ontem, em São Paulo, que a diretoria da empresa decidiu abandonar progressivamente as atividades no Brasil, voltando-se cada vez mais para o mercado internacional. A decisão começou a ser discutida há três meses e será acelerada com as "denúncias generalizadas" de irregularidades em licitações, além da recessão interna. A mudança será gradual. Cerca de 60% do faturamento da Odebrecht já vêm de atuação no mercado internacional. Ela realiza obras em Angola, nos EUA, no Peru e em Portugal. A Odebrecht está envolvida na possível propina de US$30 mil dada ao ex- ministro do Trabalho e Previdência Social, Antônio Rogério Magri, para liberar recursos do FGTS para obras no Estado do Acre. Dizendo-se cansado, Baiardi se recusou a comentar o assassinato do governador do Acre, Edmundo Pinto, ocorrida no último dia 17, em São Paulo. No hotel em que ocorreu o crime estavam hospedados quatro funcionários da construtora (FSP).