MARCÍLIO E GROS EM NOVA RODADA SOBRE O MERCOSUL

O ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, e o presidente do Banco Central (BC), Francisco Gros, participam, nos próximos dias 22 e 23, em Buenos Aires, de mais uma rodada de negociações para a implantação do Mercado Comum do Cone Sul (MERCOSUL), a partir de janeiro de 1995. A reunião será com ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais, dos países integrantes do MERCOSUL. O encontro, o terceiro desde a assinatura do Tratado de Assunção, que criou o MERCOSUL, debaterá a situação econômica dos quatro países e sua evolução desde a última reunião, em janeiro, no Rio. Amanhã, o ministro Marcílio reúne-se com a equipe que também irá a Buenos Aires: Rubens Barbosa, coordenador da seção nacional do MERCOSUL (Itamaraty); Celso Marcos Vieira de Souza, (Departamento de Indústria e Comércio do Ministério da Economia); Heloíza Camargos, diretora do Departamento de Comércio Exterior (DECEX), e Olavo Rocha, do BC. O ministro estará na quinta-feira, dia 21, em Porto Alegre, onde almoça com empresários e o governador Alceu Collares. Ainda na quinta-feira, embarca para Buenos Aires, onde permanece até sábado. No domingo, Marcílio estará em Florianópolis também para um almoço com empresários e o governador Vilson Kleinubing. O MERCOSUL oferece ótima perspectivas de negócios, segundo 66% das empresas pesquisadas pela Editora CL-A Cultural, de São Paulo. A pesquisa foi feita com 100 empresas que adquirem os relatórios editados pela CL-A sobre oportunidades de negócios na Argentina, Brasil, Chile e Uruguai. Das empresas pesquisadas, 83% têm parceiros comerciais em países do Cone Sul, principalmente na Argentina e no Uruguai; 89% são exportadoras e 43% importadoras. Segundo 89% dos entrevistados, o MERCOSUl gera expecativas positivas, em razão de sua consolidação a partir de 1o. de janeiro de 1995, quando cairão para zero as tarifas alfandegárias nas trocas comerciais entre Brasil e Argentina. Os outros dois parceiros no MERCOSUL-- Paraguai e Uruguai-- estarão nessas mesmas condições só a partir de 1o. de janeiro de 1996, porque aderiram mais tarde ao MERCOSUL. Apenas sete entrevistados manifestaram preocupação sobre a implantação do MERCOSUL, devido à situação político-econômica dos quatro países (JC) (GM).