O Brasil caminha para a implantação de um sistema previdenciário no qual o governo irá dividir com a iniciativa privada a assistência aos segurados. Esse foi o prognóstico que os especialistas do Departamento de Seguridade Social da OIT (Organização Internacional do Trabalho) transmitiram ao governo, parlamentares, empresários e sindicalistas brasileiros durante seminário realizado em Brasília (DF) na semana passada. Segundo os técnicos da OIT, a tendência, verificada na maioria dos países da América Latina, deverá conduzir a um modelo de seguridade social no qual o Estado terá participação direta, mas também uma série de funções indiretas ou reguladoras. Segundo o Departamento de Seguridada Social da OIT, no processo de reformulação do modelo de seguridade social é importante a participação de todos os setores da sociedade, mas o governo brasileiro não pode se omitir na condução do novo sistema previdenciário. Para o diretor do Departamento, Colin Gillion, a crise no setor de seguridade social, verificada nos países em desenvolvimento, é um sintoma do contexto de reajuste econômico, do mau gerenciamento e má administração do sistema previdenciário e, ainda, fruto da incapacidade dos governo em administrar com suas atribuições (JC).