BRASIL É O SEGUNDO EM CRIANÇAS COM HIV

Segundo as informações, o Estado de São Paulo tem hoje cerca de 400 crianças aidéticas. O Brasil é o segundo país no mundo em casos de crianças aidéticas. Dessas, 63% são bebês que contraíram a doença ainda no útero materno. Mas nem todas as mães aidéticas dão à luz crianças portadoras do vírus. Apenas 30% dos bebês recebem o HIV. Para os menores de 15 anos, a gravidez tornou-se a grande transmissora da AIDS, ultrapassando as transfusões de sangue. Os 70% restantes recebem da mãe apenas os anticorpos da doença, que somem em cerca de 18 meses. O desaparecimento desses anticorpos caracteriza o fenômeno conhecido tecnicamente como negativação dos exames que antes tinham resultados positivos. Essa negativação não se trata de uma cura, pois na verdade essas crianças nunca possuirão o vírus. Os sintomas da AIDS nas crianças são diferentes dos apresentados pelos adultos. Por isso, o número oficial de crianças doentes não é real. Centenas de bebês devem ser portadores do vírus, mas os médicos têm dificuldades para diagnosticar a doença, confundindo-a com outras molésticas que normalmente afetam as crianças. Em São Paulo, as crianças abandonadas e portadoras do vírus HIV maiores de sete anos, muitas delas infratoras, encontram-se espalhadas pelas várias unidades da FEBEM e não recebem um tratamento especial. A Secretaria Estadual do Menor, porém, pretende construir uma chácara para atender essas crianças (JC).