BICHEIROS DO RJ AMPLIAM PODER

Estimulados pelo lucro certo, os principais banqueiros do jogo do bicho do Rio de Janeiro estão expandindo seus negócios para outros estados, utilizando métodos que, segundo o promotor Rafael Cesário, do 1o. Tribunal do Júri, vão do tráfico de entorpecentes a uma bem montada estrutura de corrupção que compra desde simples policiais a graduados funcionários do governo. A expansão dos negócios começou na década de 70 e vem crescendo cada vez mais. Os bicheiros do Rio controlam totalmente o jogo pelo menos no Pará, na Bahia, no Espírito Santo, no Paraná, além de algumas cidades dos estados do Nordeste, afastando do caminho os concorrentes que resistem ao seu avanço. Como no Rio, a cúpula-- Castor de Andrade, Aniz Abraão David, o "Anísio", Valdemiro Paes Garcia, o "Miro", Ailton Guimarães, o "Capitão Guimarães", e Antônio Petrus, o "Turcão"- - dividiu áreas de domínio em outros estados. "Capitão Guimarães, presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio, estendeu os seus negócios para o Pará, Paraná e Espírito Santo, onde responde a inquérito por corrupção e extorsão. Já no norte da Bahia, o jogo é dominado por "Turcão" e Anísio", e no Sul, por Castor de Andrade, presidente de honra da Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel. São Paulo é um dos poucos estados importantes da federação em que não sofre a influência dos chefes do Rio. Um dos motivos, supõe a polícia, é o poder do bicheiro paulista Ivo Noal (O ESP).