COPESUL TEM 62,94% DE CAPITAL PRIVATIZADO

A COPESUL (Companhia Petroquímica do Sul) é desde ontem a primeira central de matéria-prima do setor petroquímico brasileiro a ser privatizada. Ela teve 62,94% do seu capital vendido em leilão, realizado na BVRJ (Bolsa de Valores do Rio de Janeiro), por Cr$2,17 trilhões (cerca de US$832,2 milhões pelo câmbio livre). Os maiores acionistas da empresa passam a ser o consórcio PPE, formado pelas empresas Poliolefinas, PPH e Empetro (Polisul) mais os bancos Econômico e Bamerindus. A participação estrangeira no leilão da COPESUL foi de 6,6%, a maior de todos os leilões de privatização realizadas pelo governo Collor. A presença do capital externo pode ser observada através da sociedade dos bancos Dresdner Bank, Banco Francês Brasileiro e BBA Creditanstalt, além de um investidor pessoa física, não revelado, com a Polisul na empresa criada para participar do leilão, a Empetro. O consórcio tem planos de investir US$15 milhões por ano na modernização da COPESUL, durante um prazo de 10 anos. A PETROQUISA (grupo PETROBRÁS) que até ontem detinha 67,22% do capital da COPESUL, ficou agora com participação direta de apenas 15%. Mas indiretamente essa participação é maior porque a PETROQUISA detém parte dos capitais da Polisul, PPH e Poliolefinas. O grupo baiano Norbeto Odebrecht saiu do leilão como um dos mais fortes dentro da nova composição da COPESUL. Ele detém diretamente 20% do capital da PPH e um terço da Polisul. O grupo possui ainda 38% do capital da Unipar, outra detentora de um terço do capital da Polisul. Da parte do capital da COPESUL que não foi a leilão (37,06%), 10% estão destinados aos seus empregados e 10% serão ofertados ao público por intermédio da rede bancária. Com o leilão da COPESUL-- o décimo do programa de privatizações--, o governo já arrecadou US$2,7 bilhões. Isto, entretanto, não significa que entrou dinheiro novo no caixa do Tesouro. Na verdade, com a venda das estatais, a União tem conseguido diminuir a sua dívida junto ao mercado. Até o leilão da PETROFLEX, no mês passado, as debêntures da SIDERBRÁS totalizavam 33,9% do total das moedas utilizadas nos leilões, com os Certificados de Privatização (CPs) respondendo por 28,2% (FSP) (O ESP) (GM) (JB).