O Banco Central deverá liberar nos próximos dias Cr$500 bilhões do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS) para a construção de casas populares. Os recursos serão repassados pela Caixa Econômica Federal ao setor privado, e os juros serão os mesmos das linhas operadas pela CEF, através do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). A CEF vai repassar Cr$50 bilhões para as Cooperativas Habitacionais Estaduais (COHABs). A meta do governo é construir 50 mil moradias com a geração de 25 mil empregos diretos e 75 mil indiretos. A liberação só depende de um decreto presidencial alterando o decreto que criou o Fundo de Desenvolvimento Social, em fevereiro de 1991. Este fundo é formado pelo recolhimento de 3% das instituições financeiras sobre os depósitos do Fundo de Aplicações Financeiras (os Fundões). Segundo fontes do Ministério da Ação Social, o FDS tem mais de Cr$760 bilhões aplicados em títulos públicos, depositados no Banco Central. O pedido para a liberação dos recursos partiu dos ministros da Economia e da Ação Social, Marcílio Marques Moreira e Ricardo Fiúza. "Será a primeira frente para atenuar os efeitos da recessão", observou o secretário-executivo do Ministério da Ação Social, Maurício Vasconcellos (O Dia).