O presidente Fernando Collor determinou ontem ao ministro da Justiça, Célio Borja, que promova uma rápida apuração das denúncias feitas contra o empresário Paulo César Farias-- o PC--, seu amigo e tesoureiro da campanha eleitoral. Borja disse que as investigações ficarão a cargo da Receita Federal e do Banco Central, mas que a Polícia Federal também poderá abrir inquérito como subsídio à ação penal. O ministro afirmou que há indícios de ilícios administrativos de natureza cambial e fazendário no caso. O IRB (Instituto de Resseguros do Brasil) contratou sem licitação a Fidal & Associés para cuidar da cobrança de importadores de produtos brasileiros em débito no exterior. A Fidal, com sede em Paris (França), é uma das sete empresas que têm ligações com o empresário PC Farias. O presidente do IRB, Luís Quattroni, foi indicado para o cargo por PC. A empresa recebeu pelo menos US$180 mil por serviços que não prestou (O Globo).