CENTRAIS PROPÕEM MEDIDAS AO GOVERNO

As três maiores centrais de trabalhadores-- CUT (Central Única dos Trabalhadores), CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores) e Força Sindical-- resolveram deixar momentaneamente de lado suas divergências e apresentarem ao governo uma série de reivindicações comuns contra a crise econômica. Os presidentes das três centrais-- Jair Meneghelli (CUT), Franscico Canindé Pegado (CGT) e Luiz Antônio de Medeiros (Força Sindical)-- se reuniram ontem em São Paulo e elaboraram uma lista de reivindicações a serem encaminhadas ao governo federal. São elas: salário-mínimo digno; recuperação das perdas do FGTS; campanha para que todos os trabalhadores tenham carteira profissional assinada; reforma tributária e fiscal que diminua a carga dos impostos e aumente o número de contribuintes; regulamentação do princípio constitucional da isonomia salarial para o funcionalismo público federal; medidas compensatórias à recessão, a começar por investimentos no setor da construção civil; estudo das implicações que o MERCOSUL terá para os trabalhadores brasileiros; formas de participação das centrais na reforma constitucional de 1993; e estudo das formas para melhorar o relacionamento entre as centrais sindicais. Segundo Meneghelli, os presidentes das três centrais deverão se encontrar na próxima semana com os ministros da Economia (Marcílio Marques Moreira), e do Trabalho e Administração (João Mellão). Para Medeiros, além das dificuldades econômicas, há ainda uma grave crise de moralidade no país, que pela sua avaliação estão levando os trabalhadores a quererem ver as denúncias apuradas em profundidade (FSP) (O Globo).