BRASIL IMPORTOU US$200 MILHÕES EM TECNOLOGIA

O Brasil, segundo os registros do INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), vem investindo nos últimos 10 anos cerca de US$200 milhões anuais na importação de tecnologia, principalmente dos EUA, que tiveram uma participação de aproximadamente 33,5% no total de 1.910 contratos de transferência assinados em 1991. A rigor, contudo, deve-se fazer um abatimento nos números oficiais, uma vez que o INPI inclui em suas estatísticas de importação contratos feitos entre empresas dentro do próprio país, que precisam de registro nesse órgão. Assim, nada menos que 306 contratos do ano passado-- mais ou menos 16% do total-- tiveram como fonte e destino o próprio Brasil. Se a participação dos EUA na venda de tecnologias para o Brasil tem se mantido estável, nos últimos 10 anos, a do Japão tem caído. Dos cerca de dois mil contratos anuais de transferência, em 1981, o Japão participava com 10%. Em 1991, a participação japonesa caiu para 3,5%. Também a participação francesa nesse comércio tem decrescido-- de 8,2% há 10 anos, para 6%, no ano passado-- enquanto a da Alemanha mantém-se estável, em torno dos 14%. Os contratos de transferência de tecnologia ocorrem principalmente na área de equipamentos para a indústria mecânica (29,4%, em 1991), seguindo-se o setor de material elétrico e de comunicações (20,1%). Novos processos em metalurgia respondem por 14% dos contratos; em química, por 11,1%; e em material de transporte, por 6,8%. Tudo mais, incluindo-se tecnologias mais de ponta e tecnologias sensíveis, está agrupado pelo INPI na rubrica "demais" (26%) (GM).