MINISTRO ARGENTINO NEGA TER ACUSADO O BRASIL

O ministro da Economia da Argentina, Domingo Cavallo, afirmou ontem, em Buenos Aires, que, em nenhum momento, em sua recente viagem à Europa, tentou transmitir uma imagem pessimista sobre o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) ou "acusar o Brasil e muito menos o governo do Brasil" de ser a causa de eventual demora no cumprimento dos prazos e objetivos do Tratado de Assunção. "O Brasil é o sócio comercial e político mais importante que temos", disse Cavallo, manifestando sua confiança de que, como aconteceu com seu país nos anos 91/92, o Brasil conseguirá estabilizar sua economia entre 1992 e 1993, o que permitirá a harmonização das políticas indispensáveis à formação integral do MERCOSUL. Domingo Cavallo deu a seguinte opinião sobre o processo de integração do Cone Sul: "Argumentando de uma forma realista e não ingênua, quero ressaltar que minha apreciação do processo é inteiramente positiva. O Mercado Comum é possível e vai ser uma realidade. Acrescentarei que, em tudo o que diz respeito à eliminação das barreiras comerciais intra- regionais e à redução progressiva das tarifas alfandegárias até um nível de preferência de 100%, não haverá nenhuma demora. O mesmo vale para as listas de exceção, para a redução dos custos de transporte, desregulamentação e eliminação de cotas, uniformização das normas comerciais e industriais. Pode haver alguma demora, se as condições macroeconômicas exigirem mais tempo que o previsto, em relação à tarifa externa comum" (GM).