A prolongada crise econômica e a persistência de altas taxas de
46703 desemprego produziram um impacto inédito no mercado de trabalho. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que diminuiu o número de pessoas em condições de trabalhar (15 anos de idade ou mais) que estão efetivamente ocupadas ou à procura de vagas. Ao mesmo tempo, está crescendo o contingente de inativos, indivíduos que têm condições de trabalho mas estão fora do mercado. Pela primeira vez desde 1980, quando começou a ser realizada, a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE registrou em dezembro do ano passado queda de 0,25% na População Economicamente Ativa (PEA)-- total de empregados e desempregados-- em relação ao mesmo mês do ano anterior. No mesmo período, o índice de inatividade atingiu 11,2%. No final do ano passado, houve o início da inversão da tendência. A PEA aumentou em média 3% ao ano durante a década de 80. Em outubro de 1991, a força de trabalho estimada pelo IBGE era de 18,44 milhões de pessoas e em dezembro caiu para 17,9 milhões nas seis regiões metropolitanas pesquisadas-- Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Recife (PE) e Porto Alegre (RS). O aumento no número de inativos e a queda na PEA indicam o estreitamento das oportunidades do mercado de trabalho. O contingente de indivíduos em condições de trabalhar, com 15 anos ou mais, expresso na População em Idade Ativa (PIA), aumentou 4,11% no ano passado. Em 1991, a pesquisa do IBGE também registrou uma redução de 2,2% no número de empregados com carteira assinada. Enquanto o número de trabalhadores autônomos aumentou 1,94% (GM).