O Brasil está passando momentaneamente da condição de importador de
46696 queijo da Argentina para a de exportador. O fluxo de comércio de mercadorias entre os dois países pode, como se nota no mercado de queijos, ser invertido dependendo da política de valorização ou desvalorização da moeda que está sendo momentaneamente aplicada. Assim, o Brasil, que temia, com a entrada em vigor do MERCOSUL (Mercado Comum do Cone Sul), a concorrência da indústria de laticínios argentina, está, circunstancialmente, tendo vantagens na colocação de seus produtos naquele mercado. Nos últimos 12 meses, enquanto o plano econômico argentino manteve o austral inalterado em relação ao dólar, no Brasil a desvalorização cambial acompanhou de perto a inflação, com uma vantagem de 17,91%. Em consequência da defasagem cambial, a Argentina que, em 1989 e 1990 praticamente não registrou importação de queijo, no último ano contabilizou a entrada de mil toneladas, volume que se deve repetir em 1992 (GM).