O empresário suíço Stephen Shmidheiny, entregou ontem, em Genebra, ao secretário-geral da Rio-92, Maurice Strong, um livro com o resumo do que querem dos governos e como pretendem contribuir 48 empresários de vários países para evitar a destruição do meio ambiente. O grupo-- Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (CEDS)-- prega a abertura dos mercados e diz que espera dos governos "sinais concretos"-- como o fim dos subsídios-- para que as indústrias se sintam incentivadas a combater a degradação ambiental. O livro-- "Mudando o rumo: uma perspectiva empresarial sobre o desenvolvimento e o meio ambiente"-- dedica 200 páginas a exemplos de empresas que foram bem-sucedidas em projetos para controlar a poluição. Duas firmas brasileiras são citadas: a Aracruz Celulose e a CVRD (Companhia Vale do Rio Doce). O CEDS propõe também uma nova maneira de administrar as empresas. "A prática do gerenciamento ambiental deve ir além do controle da produção, passando a ser uma responsabilidade integrada pela totalidade do ciclo de vida do produto", indica o relatório. Para tanto, os dirigentes empresariais devem exercer a sua liderança integrando as metas do desenvolvimento sustentável a um planejamento estratégico (O Globo) (JB).