SAÚDE ESTIMA EM 2,6 MIL ALUNOS COM HIV EM SP

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo estima que pelo menos 2,6 mil crianças entre cinco e 14 anos são portadoras assintomáticas do vírus da AIDS e frequentam as aulas nas escolas públicas e privadas do estado, que ignoram completamente sua situação. A previsão é realizada a partir de cálculos matemáticos sobre o número de casos notificados, uma vez que a grande maioria desses portadores assintomáticos e suas famílias não revelam a doença por receio de discriminação. Segundo o epidemiologista Alexandre Grangeiro, da Vigilância Epidemiológica do Centro de Referência e Treinamento em AIDS da Secretaria, atitudes como a do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp)- - que recusou a matrícula de portadores do HIV nas escolas particulares-- tendem a ser mais frequentes com o crescimento da epidemia. "Apenas ações educativas podem deter o preconceito e a discriminação", disse. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) reafirmou ontem sua posição considerando inconstitucional a proibição de matrícula de crianças portadoras do vírus da AIDS em estabelecimentos particulares de ensino. A entidade decidiu que sua Comissão de Direitos Humanos vai apurar as consequências de a escola paulista Ursa Maior impedir que a menina S., de cinco anos, portadora do vírus, frequente as aulas (O ESP) (O Globo).