O ministro da Economia da Argentina, Domingo Cavallo, declarou esta semana, em Madri (Espanha), que "embora não o deseje", a Argentina está disposta a "demorar" as metas do Mercado Comum do Cone Sul (MERCOSUL) para além do prazo previsto no Tratado de Assunção, 31 de dezembro de 1994. A "demora", que poderia representar a desaceleração do processo de redução gradativa e automática das tarifas alfandegárias praticadas no comércio entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, seria provocada pelas "dificuldades macroeconômicas do Brasil". Domingo Cavallo manifestou a confiança de que o Brasil faça progressos no ajuste fiscal mas afirmou que, "se vamos ter uma moeda comum, não pode haver divergências significativas na questão fiscal e na taxa de inflação". Na proposta do ministro argentino para que os objetivos e prazos do MERCOSUL se realizem de acordo com o previsto no Tratado de Assunção, se deveriam estabelecer "estritas metas quantitativas de inflação, déficit, taxa de câmbio e taxas de juros interna e internacionais" (GM).