O sindicato dos donos de escolas de São Paulo-- Sieeesp-- manteve ontem sua decisão de proibir a matrícula de crianças com AIDS, contrariando posição de representante do Ministério da Saúde. Durante debate ocorrido ontem no sindicato, a coordenadora do programa nacional de prevenção à AIDS, Lair Guerra de Macedo, afirmou que "as crianças portadoras do vírus devem ser aceitas em qualquer estabelecimento de ensino". Segundo ela, há um consenso internacional de que não há risco de contágio no convívio social, embora, "teoricamente" ele exista. Ela disse também que a discriminação provoca "consequências incontroláveis, dificultando o trabalho de prevenção". O governador de São Paulo, Luiz Antônio Fleury (PMDB), afirmou que a posição do sindicato das escolas "é uma agressão à cidadania" e que a Secretaria da Justiça está estudando as medidas legais cabíveis contra a proibição. A presidente da Associação de Educação Cristã (AEC) do Estado de São Paulo, irmã Maria Estela Coelho, criticou a recomendação do Sieeesp. Toda espécie de discriminação é odiosa, principalmente quando o alvo
46667 são crianças inocentes, afirmou. A AEC tem 180 escolas filiadas ao Sieeesp (FSP) (O ESP).