Os donos de supermercados do Rio de Janeiro estão reagindo ao surto de invasões e pilhagens e à incapacidade da polícia de contê-las com a contratação de brigadas anti-saques. São grupos armados e integrados pelos próprios policiais civis e militares, em dias de folga, e guardas de empresas de segurança. Como sempre entre o final da noite e as primeiras horas da madrugada, a trilha de saques concentrada nas zonas norte e oeste da cidade teve mais cinco ataques nas últimas 24 horas. Houve 13 prisões em flagrante, entre eles três adolescentes e três mulheres. Com estes sobe para 22 o número de estabelecimentos comerciais saqueados em 30 dias. A PM mobilizou 320 homens e em alguns locais entrou em confronto direto com os populares, a maioria favelados, usando bombas de efeito moral. O ministro do Exército, general Carlos Tinoco, criticou, em Brasília, a estratégia de segurança do governo do Rio de Janeiro. Para ele, há necessidade de se intensificar o policiamento nas ruas. "É preciso reverter essa situação", afirmou. O presidente da Associação dos Supermercados do Rio de Janeiro (Asserj), Ailton Fornari, pediu a intervenção do Exército para conter a ação dos saqueadores, alegando que as polícias Civil e Militar se mostram incapazes de prender os líderes dos saqueadores e que a possível participação de traficantes nos saques caracterizam uma ameaça à segurança nacional (O Dia) (JC) (FSP) (O ESP) (JB).