O número de analfabetos no Brasil, com idade acima de 15 anos, diminuiu nos últimos 10 anos. A conclusão é da Coordenação Geral de Planejamento Setorial do Ministério da Educação. Em 1981, o país contava com 22,8% de analfabetos, mas no final da década, em 1990, essa taxa era de 18,3%, ou seja, houve uma diminuição de cerca de 20%. Outro dado positivo é o aumento no número de vagas e de matrículas para os alunos do ensino fundamental (1o. e 2o. graus). Em 1981, 79,8% dos alunos, nas faixas etárias de sete a 14 anos, tinham acesso à escola. Em 1990, esse índice subiu para 82,5%. O estudo mostra que 36,76% da população com mais de 50 anos são analfabetos. Hoje, apenas 9,76% das pessoas, entre 15 e 29 anos, não são alfabetizadas. O índice de analfabetismo cai para 9,42% na faixa de 15 a 19 anos. A taxa de analfabetismo aumenta gradativamente com a idade. Na faixa entre 20 e 24 anos, chega a 9,78%; passa para 10,16% na faixa dos 25 aos 29 anos; para 22%, entre 40 e 49 anos; e para 36,76%, na faixa de mais de 50 anos. A coordenadora do estudo, Liliana de Oliveira, acredita que o rendimento familiar pesa na decisão de colocar os filhos na escola. Segundo os dados, 97% das crianças de sete a 14 anos que frequentaram as escolas em 1990, tinham pais cuja renda mensal era acima de dois salários-mínimos (O ESP).