O vice-governador do Rio de Janeiro, Nilo Batista, prometeu ontem permitir o acesso aos arquivos do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) a qualquer pessoa que deseje localizar sua ficha. A mesma medida também beneficiará os parentes de presos políticos mortos ou desaparecidos durante a ditadura militar. Por sua vez, os 10 deputados federais da CPI Especial do Congresso Nacional poderão consultar todos os documentos do DOPS e também do Serviço Reservado da Polícia Militar do Rio de Janeiro, segundo assegurou o comandante da corporação, coronel Nazareth Cerqueira. A comissão quer encontrar nos dois arquivos informações que permitam esclarecer os casos de desaparecimento e morte, quase sempre após tortura, de cerca de 400 militantes políticos em todo o país durante a ditadura militar. O DOPS do Rio de Janeiro centralizava as informações (O Dia).