RECESSÃO AMEAÇA INDÚSTRIA PAULISTA

A manutenção de um quadro de conjuntura recessivo por período superior a dois anos deixou as empresas frágeis, debilitadas e sem reservas para suportar situações adversas por mais tempo. Essa é a conclusão do levantamento feito pelo Departamento de Economia da FIESP, a partir de 220 balanços publicados por indústrias até abril, e apresentado ontem na reunião da diretoria executiva da entidade. O estudo, que utilizou como base de comparação os resultados de 1989, mostra que a rentabilidade das empresas (lucro líquido sobre o patrimônio) caiu 15,2% no período. Os setores que apresentaram mais prejuízos foram o de calçados, material de transporte, autopeças, informática, material elétrico e mecânico, nesta ordem (O ESP).