As pressões nacionais e internacionais contra a construção de novas usinas hidrelétricas de grande porte na Amazônia convenceram a ELETRONORTE a mudar os rumos de sua política energética. Em convênio com a PETROBRÁS, a ELETRONORTE vai garantir o abastecimento de energia elétrica de Rondônia, um dos estados mais carentes da Amazônia, e de Manaus (AM), com a construção de usinas termelétricas movidas a gás. O projeto de utilização do gás dos campos petrolíferos dos rios Urucu e Juruá poderão arquivar em definitivo a construção da hidrelétrica de Cachoeira Porteira, no rio Trombetas, a oeste do estado do Pará. Prevista no Projeto 2010 da ELETROBRÁS, a hidrelétrica consumiria mais de US$1 bilhão e inundaria 10% da Reserva Biológica do Trombetas. O projeto prevê a construção de um gigantesco gasoduto, com 1.200 quilômetros, para levar o gás de Urucu até a capital amazonense, a 600 quilômetros, e Porto Velho (RO), distante outros 600 quilômetros. A PETROBRÁS vem estudando ao lado da ELETRONORTE-- com base em pesquisas ambientais desenvolvidas pelo INPA (Instituto de Pesquisas da Amazônia)-- um traçado para o gasoduto que evite danos ambientais à floresta tropical amazônica (JB).