A comemoração do 1o. de Maio na capital paulista terminou com uma grande confusão. Durante o show musical patrocinado ontem pela CUT na Praça da Sé, o suplente de vereador Mauro Puero (PT) retirou do bolso uma bomba de ar para asmáticos. Policiais militares pensaram que se tratava de um cachimbo para fumar crack, tóxico feito à base de cocaína, e deram voz de prisão ao político. Militantes de vários partidos, trabalhadores e integrantes dos "skinheads", uma das várias gangues de jovens da cidade, não concordaram com a prisão e defenderam Puero. Começou uma grande confusão. Alguns manifestantes subiram nos carros da PM, enquanto outros tentaram virar os veículos. Descontrolados, policiais sacaram seus revólveres e deram tiros para o alto. Houve muita correria na praça. Na confusão, algumas pessoas chegaram a ser pisoteadas. Dez trabalhadores e seis PMs ficaram feridos levemente. Oito pessoas foram presas e levadas para o 1o. Distrito Policial, onde a delegada Nair da Silva Castro Andrade registrou a ocorrência. Também no centro de São Paulo, a Força Sindical comemorou a data com um show infantil que reuniu cerca de duas mil pessoas. O presidente da entidade, Luiz Antônio de Medeiros, justificou a defesa da criança no 1o. de Maio como necessidade de chamar a atenção da sociedade para a violência contra os menores no Brasil. Segundo ele, existem hoje 42 milhões de crianças e adolescentes carentes em todo o país. No Rio de Janeiro, a festa do 1o. de Maio promovida pelo governador Leonel Brizola na Linha Vermelha contou com a participação da dupla Leandro e Leonardo. Os organizadores estimaram o público em 80 mil pessoas. A CUT acusou o governador de esvaziar a festa programada para a Quinta da Boa Vista. Em Brasília (DF), a CUT organizou um ato-show com a participação de cerca de 400 pessoas. Em Belo Horizonte (MG), os dirigentes da CUT, Força Sindical e das duas CGTs promoveram ato conjunto pelo Dia do Trabalhador (O ESP) (FSP) (O Globo).