Os países desenvolvidos devem pagar a maior parte dos danos globais
46511 causados ao meio ambiente e modificar suas políticas em relação às
46511 nações endividadas. A conclusão foi tirada ontem, em São Paulo, durante o encontro de parlamentares latino-americanos. Eles subscreveram a Carta de São Paulo, que será enviada à Rio-92. O documento lembra que as violações dos processos democráticos ocorridos no Haiti e Peru configuram uma manifestação conjuntural da tragédia econômica, social e política que atingiu todo o continente. A carta recomenda que essas reflexões devem presidir o debate ambiental e impõe, também, enormes responsabilidades aos parlamentares latino-americanos, "não somente no exercício cotidiano da representação popular mas, especialmente, na busca persistente de seu próprio fortalecimento, base necessária para garantir a estabilidade democrática". De acordo com o documento, a degradação ambiental na América Latina tem graves sequelas, especialmente as relacionadas com a saúde pública, com as perdas de fontes de alimentos e sobrevivência, que põem em risco antecipado a qualidade de vida das gerações futuras. Os parlamentares propuseram também a substituição dos parâmetros econômicos hoje usados para determinar o grau de desenvolvimento de um país. Eles sugerem que isso seja feito segundo as perdas decorrentes da extração de recursos minerais (JC) (O Globo).