Cerca de 40 portadores do vírus da AIDS estão testando em São Paulo uma nova droga contra a doença. Mais de 400 voluntários já passaram pelos exames que classificam aqueles que podem participar da pesquisa. A droga que está sendo experimentada é a L-696, do laboratório Merck. Ela já foi testada em animais e aprovada quanto à sua toxidade em seres humanos nos EUA. O Brasil está sendo o primeiro país a avaliar seus efeitos terapêuticos. A função do L-696 é impedir a multiplicação do vírus HIV. Já se sabe que seus efeitos colaterais são menores que os do AZT. Em três ou quatro meses os resultados serão conhecidos. Três centros em São Paulo estão participando ao mesmo tempo desse protocolo de pesquisa: a Escola Paulista de Medicina (EPM), a Faculdade de Medicina da USP e o Hospital Emílio Ribas. A EPM está mais adiantada. Oito pacientes já tomaram a droga por seis semanas e foram estudados durante outras quatro (FSP).