A nova ordem econômica da América Latina dos anos 90 está sendo
46420 definida por várias entidades internacionais como a Década da Esperança. Ela se sustenta em quatro pontos: abertura comercial, saneamento das finanças públicas, crescimento sustentado e reestruturação da dívida externa. Os principais indicadores econômicos da região-- como o crescimento do
46420 PIB (Produto Interno Bruto), a inflação, as reservas de divisas e a
46420 balança comercial-- registraram em 1991 um forte impulso, o que permite
46420 vislumbrar um horizonte de esperança. Na maioria dos países latino-americanos, a economia cresceu entre 3% e 5%
46420 em 1991, e a inflação teve queda-- a taxa foi inferior a 20% em 15 países
46420 da região. As balanças comerciais do México, Brasil, Argentina e Chile
46420 registraram grandes superávits. Estas quatro nações são responsáveis
46420 por mais de 78% do PIB da América Latina. Os acordos multilaterais de comércio-- como o MERCOSUL, o de livre
46420 comércio entre os EUA, México e Canadá, os dos EUA com vários países
46420 latino-americanos e outros pactos regionais-- promovem uma nova ordem,
46420 marcada pela abertura comercial, que tende à formação de um mercado
46420 único no continente americano, desde o Alasca até a Terra do Fogo. A
46420 importância da futura unificação dos mercados na América Latina é
46420 evidente quando se soma os números da economia de todos os países,
46420 considerando-os como um único bloco: um PIB de cerca de US$400 bilhões e
46420 uma população que, unida à dos EUA, é maior do que a da CEE (Comunidade
46420 Econômica Européia) (O ESP).