O secretário-executivo do Conselho de Não-Ferrosos e Siderurgia (CONSIDER), Walter Cabral, informou que o governo resolveu ouvir "todos os setores envolvidos" antes de tomar qualquer decisão sobre as minas de pinocloro (minério de nióbio) existentes no país. Walter Cabral encontrou-se ontem com a direção da Companhia Brasileira de Mineração e Metalurgia (CBMM), que detém as concessões da maior parte das reservas brasileiras do minério, para discutir sobre o assunto. Segundos as informações, estudos elaborados por solicitação do Conselho de Segurança Nacional (CSN) apontam a retomada das minas, por parte do governo, "como primeiro passo para a implantação de uma política para o setor". O nióbio é considerado metal estratégio por existir praticamente só no Brasil, que detém mais de 90% das reservas mundiais, e por servir à produção de cabos supercondutores de energia elétrica, usados em reatores nucleares. A maior parte das reservas brasileiras está com a CBMM, uma empresa formada pelo grupo brasileiro Moreira Salles e pelo norte-americano Molybdenu Corporation (Molycorp). A empresa exporta cerca de US$100 milhões anuais em minério, e pretende ampliar sua atividade no Brasil com a implantação de uma usina metalúrgica para a produção de nióbio-metal. O projeto, no entanto está parado (FSP).